sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Diamante da Noite


O dia termina a noite,
A noite termina o dia.
O dia amante da noite,
Acorda a noite o dia.

Sei que a dor mente
Aquilo que se sente.
Uma mão, doce mão,
Abraço de um irmão,
Acalenta um coração.

Onde há lua da noite,
Onde a noite aluada.
Eis a lua minguando
Um pedaço por cada.

Um coração quer brado
Como no sino: o badalo.
Mas eu não falo, eu calo.
É nele que tudo guardo,
O espaço é tão apertado.

Abro a janela e a porta,
Nem toda ida tem volta.
Depois da noite é o dia,
E sempre vem outro dia.

Carola Guimarães

* Cacofonia.

Um comentário:

Manoel Afonso disse...

Dr.Carola você colocou para se tchumorou.Linda poesia,parabéns.