sábado, 5 de dezembro de 2009

Uma carta a D. Saudade

Olá! Como está a senhora?
Vim pedir-lhe que vá embora.
E se vá sem a menor demora!
Só causa atraso nas horas
E fecha também as portas.
Descreve em linhas tortas.
Tortura. Não atura. Perfura.
Bem aqui no peito perdura.
E já não encontro a cura.
Esse mal ataca toda estrutura.
Desestrutura qualquer criatura.
Desenha uma nova pintura.
Essa pintura de tom triste.
Pelo que aqui dentro existe,
Esse "risque e rabisque"...
Já mandei embora, mas insiste!
E aqui a Senhora ainda reside!
Por gentileza, retire-se!

Carola Guimarães

* Pense numa senhora insistente, visse?

Um comentário:

Maxmilla Barroso disse...

Ahh se Ela se fosse, assim, com um simples pedido...