segunda-feira, 6 de abril de 2009

Flores


Uma flor que se regue
A desabrochar, espere.
A brisa sopra de leve,
E o vento que me leve.

Pois essa cabrocha
Que se desabrocha
É firme como rocha.

Em cada pétala, Carola.
E essas pétalas: corola.
Cálice... E não se cale.

Cravo as palavras ao seio,
As flores cravadas no veio
E são interpostas, no meio.

Girassol, e gira o sol...
Então vem o raiar do dia!
E a fotossíntese, alegria.

Um Lírio, delírio.
Flores de plástico?
Elas não morrem.

Carola Guimarães


* Prefiro ganhar chocolates a ganhar flores.
As flores murcham, as flores morrem.

Um comentário:

Menino Poeta disse...

As flores morrem. Sim. Mais isso não encobre a sua beleza, o seu brilho, suas pétalas, sua cor. Quando paramos pra ver de perto uma flor, vemos uma simplicidade, um amor, ou acabamos vivendo uma lembrança ou regando a flor com as nossas lagrimas. Somos flores nessa vida. Temos uma beleza, uma cor, uma fragrância e como uma flor também morremos.